Adventistas do Sétimo Dia e Pentecostais:

Quais as Diferenças e Semelhanças ?

Lidio Feix

 

          

            Amigos realmente sinceros e de longos anos, cristãos dedicados e leais a Deus, dispostos a doar-se um ao outro nas dificuldades, às vezes se vêem diante de problemas turvam sua amizade por serem de religiões diferentes, problemas que gostariam de superar, mas que, por não conseguirem entender bem sua causa, se entristecem e até se desanimam. Muitas e lindas amizades correm o risco de se terminar quando esbarram num obstáculo muito sério: o Preconceito Religioso.

            Mas, por que o chamado Preconceito Religioso é assim tão perigoso? Porque ele é pai dos gêmeos Intolerância e Desrespeito, que são especialistas em acabar com as mais belas relações humanas. A boa notícia é que o Preconceito tem uma fragilidade muito fácil de ser explorada: é filho da Ignorância com o Desconhecimento, os quais não suportam viver em presença do casal Sinceridade e Conhecimento. Aliás, assim como as Trevas fogem quando surge a Luz, o Desconhecimento desaparece quando o Conhecimento entra em cena.

            Sempre que uma pessoa sincera busca o verdadeiro conhecimento, elimina a ignorância e o desconhecimento, evitando que o preconceito nasça e dê origem à intolerância e ao desrespeito.

            E onde está o verdadeiro conhecimento, aquele Conhecimento que traz sabedoria, sabedoria para a Salvação? Evidentemente, obviamente, está na Palavra de Deus, e é nela que encontramos o alerta: “O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria” (Provérbios 9:10).

 


Adventistas do Sétimo Dia

e Pentecostais:

Quais as Semelhanças

Entre Ambos?

            Examinando as crenças de ambos os grupos, podemos ver importantes pontos de contato, reconhecendo que tanto uns quanto outros crêem que:

  1. A Bíblia é a sua única regra de fé e de conduta.
  2. A salvação somente é possível por meio do sangue de Cristo.
  3. A breve volta de Jesus é uma realidade.
  4. O verdadeiro batismo é por imersão.
  5. O batismo é válido para pessoas conscientes de sua escolha.
  6. A Ceia do Senhor foi instituída por Cristo para comemorarmos Sua morte por nossos pecados.
  7. Cristo nasceu da virgem Maria, concebido pelo poder do Espírito Santo.
  8. Os dons do Espírito Santo se manifestam na igreja de hoje, inclusive o dom de profecia.

 

Adventistas do Sétimo Dia

e Pentecostais:

Quais as Diferenças

Entre Ambos?

            Examinando as crenças de ambos os grupos para ver onde se diferem, podemos ver que as principais são as seguintes:

1.       O arrebatamento secreto:

Os Pentecostais crêem que Cristo virá secretamente antes da tribulação (queda das pragas) para levar (ou arrebatar) Sua Igreja, deixando os perdidos na terra para sofrer por meio das pragas.

Os Adventistas crêem que:

Na volta de Jesus os mortos em Cristo ressuscitarão, e junto com os crentes que estiverem vivos, todos serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares.

1ª Tess. 4:16-17 à “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.”

Na volta de Jesus os ímpios que estiverem vivos morrerão.

2ª Tess. 1:7-9 à “e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”.

O joio (os ímpios) e o trigo (os salvos em Cristo) crescerão juntos até a colheita (volta de Cristo), quando os ceifeiros (os anjos de Deus) ajuntarão primeiro o joio em feixes para ser queimado, e recolherão o trigo (os salvos) para o celeiro (o Céu).

Mateus 13:30 à “Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no Meu celeiro”.

Para os ímpios, a volta de Jesus será tão inesperada e com os mesmos efeitos como foi o dilúvio nos dias de Noé, e como foi a destruição de Sodoma e Gomorra nos dias de Ló:

-          Quem não estava no interior da arca não cria no dilúvio, não se preparou para ele e foi deixado; morreu quando as águas subiram.

-          Quem não foi retirado de Sodoma e Gomorra ficou porque não cria na sua destruição e foi deixado; morreu quando desceu fogo do céu.

-          Da mesma forma, quem não crê na volta de Jesus, não estará preparado e não será arrebatado junto com os mortos ressurretos para ir ao Céu com Cristo; morrerá por não suportar o resplendor de Sua glória e será deixado morto, insepulto, para ser comido pelas aves.

Vários textos dizem que os ímpios morrerão na volta de Jesus. Lucas, ao dizer que “um será tomado e deixado o outro”, não diz que o que será deixado ficará vivo, e pela concordância com os demais textos da Escritura, os Adventistas crêem que os que forem deixados ficarão mortos.

Lucas 17:26-37 à “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e de igual modo quem estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará. Digo-vos que, naquela noite, dois estarão numa cama; um será tomado, e deixado o outro; duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e deixada a outra. Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro, deixado.  Então, lhe perguntaram: Onde será isso, Senhor? Respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.”

A volta de Jesus será um acontecimento excepcional, visível e espantoso, pois virá acompanhado do Pai e de todos os anjos do Céu, diante do qual os ímpios morrerão fulminados por não poderem suportar o resplendor e o brilho da sua glória. Pensando bem, que utilidade teria a vinda tão majestosa de Jesus, se fosse um fato para poucos verem, se não fosse para ser visto por todos? Note que “os restantes”, os que não estão no grupo de salvos, “foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo”.

Apocalipse 19:12-21 à “Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes. E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre. Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.”

A volta de Jesus será visível como um relâmpago; nada há de secreto num relâmpago, todos o vêem, até mesmo de dentro de uma casa fechada.

Mateus 24:27 à “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.”

Salmos 50:3 à “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta.

A volta de Jesus será visível por todos, até por aqueles que O traspassaram, os que participaras de Sua condenação e morte. Alguns dizem que a volta de Jesus será vista com os olhos da fé. Um relâmpago não é visto com os olhos da fé; os que O traspassaram não tinham fé, mas também O verão, independentemente de terem ou não alguma fé.

Apocalipse 1:7 à Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!

 

2.      A imortalidade da alma:

Muitos cristãos crêem que cada indivíduo possui uma alma mortal e indestrutível, distinta do corpo, a qual o deixa por ocasião da morte e vai para o céu ou para o inferno.

Os Adventistas crêem que o homem foi criado como “sendo” uma alma vivente. Não “tendo”.

Gênesis 2:7 à “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

 

Crêem que o Único que possui imortalidade é o Senhor Deus:

1ª Timóteo 6:15-16 à “a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”.

Crêem que na morte o fôlego de vida cessa e volta a Deus, que o deu, e que não há consciência, não há qualquer conhecimento nem emoção após a morte; os mortos nem mesmo podem louvar a Deus.

Eclesiastes 12:77 à “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

Jó 27:3 à “enquanto em mim estiver a minha vida, e o sopro de Deus nos meus narizes,”

Salmo 146:4 à “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.”

Salmos 6:5 à “Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?”

Salmos 115:17 à “Os mortos não louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio.”

João 11:11-14 à “Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu;

Note que Jesus prometeu dar a vida eterna para os que Lhe forem fiéis. Mas, por qual motivo Jesus daria vida eterna a quem já tivesse uma alma imortal?

Se alguém se der ao trabalho de fazer uma pesquisa em toda a Bíblia, verá que ela refere a palavra “alma” umas 1600 vezes, mas em nenhuma delas diz “alma imortal”. Verá, também, que a Bíblia compara a morte ao sono 53 vezes.

Ninguém tem alma imortal, ninguém tem vida eterna naturalmente; o único meio de recebê-la é através da graça de Deus mediante a fé em Jesus. A vida eterna está reservada apenas e tão somente aos filhos de Deus.

Mateus 19:29 à “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.”

Mateus à 25:46 “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”

Lucas 10:25 à “E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”

Lucas 18:18 à “Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”

João 3:15 “para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.”

João 3:16 à “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

João 3:36 à “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

Veja: vida eterna é só para quem crê no Filho.

João 4:14 à “aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.”

João 4:36 à “O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro.”

João 5:24 à “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.

João 5:39 à “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.”

João 6:27 à “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.”

João 6:40 à “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”

Note bem: Vida eterna só após a ressurreição.

João 6:47 à “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.”

Logo, quem não crê, não tem a vida eterna.

João 6:54 à “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”

João 6:68 à “Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;”

João 10:28 à “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”

Se alguém já tivesse imortalidade, Jesus não precisaria lhe prometer vida eterna. Para que dar vida eterna a alguém que já é imortal?

 

João 12:25 à “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.”

João 12:50 à “E sei que o Seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo.”

João 17:2 à “assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que Lhe deste.”

João 17:3 à “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

Atos 13:46 à “Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.”

Atos 13:48 à “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.”

Romanos 2:7 à “a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade;”

Romanos 5:21à “a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.”

Romanos 6:22 à “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;”

Romanos 6:23 à “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Gálatas 6:8 à “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.”

1 Timóteo 1:16 à “Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.”

1 Timóteo 6:12 à “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.”

Tito 1:2 à “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos”

Tito 3:7 à “a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.”

1 João 1:2 à “(e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada),”

1 João 2:25 à “E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna’.

Novamente: Para que dar vida eterna a alguém que já é imortal?

 

1 João 3:15 à “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si.”

Assassino é pecador;

Quem ainda está nos seus pecados (não arrependido), está separado de Deus (Isaías 59:2 à “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que não vos ouça”);

O salário (a conseqüência) do pecado é a morte (Romanos 6:23), mas

O dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 6:23).

Responda sem preconceitos: a Bíblia fala da imortalidade como uma característica natural do homem, ou como um dom que Deus dá aos que Lhe são fiéis?

 

1 João 5:11 à “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho.”

1 João 5:13 à “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.”

1 João 5:20 à “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.”

Judas 1:21 à “guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna.”

 

Se a imortalidade fosse algo natural ao homem, se todos já têm uma alma imortal, então porque Deus estaria perdendo tanto tempo (dEle e nosso) ao repetir tantas e tantas vezes na Sua santa palavra, ao repetir até a exaustão, que dará vida eterna aos que aceitarem o Seu plano de salvação? Parece meio sem sentido prometer algo que as pessoas já tem...

Admitindo apenas por hipótese a idéia de que após a morte a alma se separa do corpo e vai para algum lugar, conforme tiver sido a sua vida (os “bons” para o Céu, e os “maus” para o inferno), ficaria bem complicado explicar os dois fatos seguintes:

1)       Jesus ressuscitou Lázaro que já estava morto fazia quatro dias (João 11). Ao ressuscitar, Lázaro, deveria voltado do Céu (pois era amigo sincero de Jesus). Lázaro não reclamou de Jesus por tê-lo tirado da felicidade e segurança perfeitas do Céu para trazê-lo de volta à terra, nem ter de morrer outra vez, até mesmo com risco de perder-se para a eternidade.

2)       Ao ressuscitar, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena (João 20:11-17), e respondendo aos apelos dela, ordenou que não O detivesse, pois ainda não havia subido ao Pai, ao Céu (v.17).

Quem crê na imortalidade natural da alma, e crê que os justos vão para o Céu após a sua morte, deve encontrar respostas lógicas e verdadeiras, de acordo com a Palavra de Deus, para as seguintes perguntas:

-          Por que Lázaro não falou sobre o Céu?

-          Por que Lázaro não reclamou de Jesus por tê-lo tirado da felicidade e segurança do Céu e tê-lo trazido de volta à terra, para viver mais um período sujeito aos sofrimentos e misérias que o pecado traz, e para ter de morrer outra vez?

-          Por que Jesus, ao terceiro dia após a sua morte, ainda não havia subido ao Céu?

A verdade é que ninguém tem alma imortal, cada homem é uma alma vivente, pela junção harmoniosa do pó da terra com o fôlego de vida que Deus nos dá.

Na morte, o fôlego de vida se vai (volta a Deus, que o deu), a harmonia se quebra e o homem volta ao pó, onde ficará, morto e inconsciente, até que seja chamado por Cristo para a ressurreição. Isso é o que a Bíblia ensina.

Mas a serpente, aquela “antiga serpente, que se chama diabo e satanás, o sedutor de todo o mundo” (Apoc. 12:9), uma vez disse aos nossos primeiros pais: “É certo que não morrereis” (Gênesis 3:4).

Quando os seres humanos começaram a morrer, a mentira se desdobrou na continuação da existência numa alma imortal, agora invisível, mas uma mentira agradável aos ouvidos de quem não foi criado para morrer.

 

3.       Uma vez salvo, salvo para sempre:

Há cristãos que crêem que uma vez que a pessoa aceita a Cristo, nunca mais perde a salvação. Os Adventistas crêem que a salvação está condicionada a uma relação de fidelidade permanente com Deus, até a morte:

Apocalipse 2:10 à “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

 

Quem desiste do Evangelho perde a salvação:

1ª Coríntios 15:1-2 à “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.”

2ª Pedro 2:20-22 à “Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro.  Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.”

Se não houvesse possibilidade de perder a salvação, após aceitar a Cristo, por que o grande apóstolo Paulo fala da possibilidade de ele mesmo vir a se desqualificado?

 

1ª Coríntios 9:27 à “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.”

Coração duro e desobediente, resistente à vontade de Deus, impede a entrada no descanso de Deus, na salvação que nos está proposta:

Hebreus 4:4-7 à “Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso. Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração.

 

Quando aceitamos a Jesus como nosso Salvador, nossos nomes são colocados no Livro da Vida. Os nomes de todos os salvos estão escritos no Livro da Vida; Cristo diz que de nenhum modo apagará daquele livro o nome do vencedor; se Ele está dizendo que não apagará, então é porque apagar é uma coisa possível, então qualquer um daqueles nomes que lá estão pode ser apagado.

Os que rejeitam a Cristo após tê-Lo aceitado terão seus nomes removidos, mas os fiéis serão mantidos e preservados. Veja:

Apocalipse 3:5 à O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

 

4.       A santidade do domingo:

A imensa maioria dos cristãos respeita o domingo como sendo o dia especial para adorar a Deus, e tal crença é fundamentada no fato de que Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana, sendo então homenageado nesse dia.

Ainda há outros que acreditam que não importa o dia, todos devem ser dedicados a Deus.

 

Os Adventistas pensam de forma diferente e guardam o sétimo dia em respeito ao que crêem ser a vontade de Deus manifestada na Sua palavra.

A cada sábado adoram a Deus reverenciando-o como Criador de tudo quanto existe.

Crêem que Deus abençoou e santificou o sétimo dia porque nele descansou de toda a Sua obra que, como Criador, fizera.

Na semana da criação do mundo ainda não havia distinção de raças, apenas o primeiro casal, de modo que o descanso do sábado é para toda a humanidade.

Também deve ser notado que, embora Deus não Se canse, descansou no sétimo dia; mas, descansou para que, se não Se cansa? Descansou para exemplo de nossos primeiros pais, que igualmente não estavam cansados, pois haviam sido criados no último dia da criação.

Gênesis 2:1-3 à “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.

Crêem, também, que o descanso do sétimo dia faz parte da mesma Lei que proíbe ter outros deuses que não o Deus Vivo, que proíbe a idolatria, o desrespeito ao Nome de Deus, que proíbe o desamparo dos pais, o assassinato, o adultério, o furto, o falso testemunho e a cobiça.

Esta Lei está em Êxodo 20:3-17:

3 à “Não terás outros deuses diante de mim.”

4-6 à “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

7 à “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”

8-11 à “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.  

12 à “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.”

13 à “Não matarás.”

14 à “Não adulterarás.”

15 à “Não furtarás.”

16 à “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

17 à “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

 

Crêem, também, que o descanso do sétimo dia é o sinal entre Deus e o Seu povo, para que saibamos que é Ele que nos santifica.

Ezequiel 20:12 à “Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.”

 

Crêem, também, que o descanso do sétimo dia é o sinal entre Deus e o Seu povo, para que saibamos que Ele é o nosso Deus. A guarda do sábado é um sinal de obediência e lealdade de um povo em relação ao seu Deus.

Ezequiel 20:20 à “santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus.”

 

Crêem, também, que Jesus tinha o costume de adorar o Pai nesse dia.

Lucas 4:16 à “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.”

 

Crêem, também, que Jesus não teria recomendado aos Seus seguidores que orassem para que sua fuga de Jerusalém (destruída 40 anos após a sua Ressurreição) não se desse no sábado, se esse dia estivesse destinado a ser substituído por outro. A fuga no sábado tiraria a santidade devida a esse dia, diante com a preocupação com a segurança pessoal.

Note que nem mesmo para preparar adequadamente o corpo de Jesus para o sepultamento os discípulos se atreveram a violar a santidade do sábado.

Note, ainda, que Jesus não os repreendeu por isso, após ressuscitar.

Mateus 24:20 à Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado;

 

Crêem, também, que os santos apóstolos, como fazia o apóstolo Paulo, guardavam o sábado do sétimo dia. A passagem seguinte não afirma que Paulo havia ido à sinagoga por causa dos judeus que lá estavam, pois lá havia também prosélitos (crentes não judeus); o texto também diz que “no sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus”.

Atos 13:42-44 à “Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras. Despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, e estes, falando-lhes, os persuadiam a perseverar na graça de Deus. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.

 

Crêem, também, que o dia do Senhor de que fala Apoc. 1:10 é o sábado do sétimo dia, pelas seguintes razões: João, que escreveu o Apocalipse, (1ª) sabia que Jesus é Deus (João 1:1), e (2ª) sabia que Jesus é o Senhor do sábado (Mateus 12:8 e Lucas 6:5).

Apocalipse l:10 à “Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta,”

 

Crêem que o sábado será comemorado na eternidade, na Nova Terra, como um memorial da Criação de Deus:

Isaías 66:22-23 à “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR.

 

Crêem que,

-   Deus diz que o sábado do sétimo dia é sinal para sempre entre Ele e Seu povo (Êxodo 31:18),

-   Deus diz que será comemorado na eternidade, e

-   que Jesus declarou que “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til cairá da Lei, até que tudo se cumpra”,

de forma não há razão para se deixar de observar agora a santidade deste dia, tal como Deus determinou que façamos.

 

Crêem, ainda, que santificar um dia, como Deus determina, significa separar esse dia e dedicá-lo para o serviço de Deus, deixar de fazer nele as tarefas típicas dos demais dias, torná-lo diferente em homenagem a Deus (“seis dias trabalharás e farás toda a tua obra”), participar de reuniões de adoração na igreja, testemunhar do amor de Deus ao todos quanto for possível, passar tempo com a família, ensinando aos filhos o amor de Deus, e cuidar das necessidades do próximo.

Tudo isso numa expressão de gratidão e amor a Deus pela salvação concedida, e não como meio de obter essa salvação.

 

5.       Falar em línguas:

Pentecostais crêem que falar em línguas é um sinal de que a pessoa está cheia do Espírito Santo (linguagem do Espírito Santo), a qual não é compreendida por quem a fala, mas apenas por Deus. Muitos pentecostais crêem que sem línguas não há batismo do Espírito Santo.

 

Os Adventistas crêem, sinceramente, no dom bíblico, genuíno e autêntico das línguas, como um dom do Espírito Santo, tal como refere o Novo Testamento, em especial o livro de Atos do Apóstolos.

Os Adventistas crêem, sinceramente, que todos os dons são distribuídos individualmente pelo Senhor, da forma que Ele acha conveniente. Também crêem que nem todos recebem os mesmos dons, e que o dom de línguas é apenas um de uma longa lista. Veja:

1ª Coríntios 12:7-11 à “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las. Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

No Pentecostes, o dom de línguas foi distribuído abundantemente sobre os apóstolos e discípulos. Podemos saber para qual fim proveitoso? Evidentemente que sim: a conversão de quase três mil pessoas, que puderam ouvir a mensagem do Evangelho em suas próprias línguas nativas, e assim fazer sua opção por Jesus.

 

Os Adventistas, pela Palavra de Deus, crêem que nem todos recebem o dom de línguas, e que esse parece ser o menor dos dons concedidos pelo Espírito Santo. Note a idéia de seqüência, de ordem de importância dada pelo apóstolo Paulo:

1ª Coríntios 12:27-31 à “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo. A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.”

Note que no texto anterior (1ª Coríntios 12:7-11), também o dom de línguas aparece em último lugar.

 

Os Adventistas, pela Palavra de Deus, crêem que o mais importante dos dons concedidos pelo Espírito Santo é o amor:

1ª Coríntios 13:1-13 àAinda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

2  Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

3  E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

4  O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

5  não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

6  não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

7  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8  O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;

9  porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.

10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.

11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.

13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

 

Os Adventistas, pela Palavra de Deus, crêem que o sinal de que uma pessoa está realmente cheia do Espírito Santo está num coração cheio de amor que deseja testemunhar de Jesus:

Atos 1:6 à “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?

7  Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade;

8  mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”

Realmente, no Pentecostes os discípulos receberam poder do Alto e, cheios do Espírito Santo, testemunharam poderosamente de Jesus, mesmo diante de risco da própria vida.

 

Os Adventistas, pela Palavra de Deus, crêem que o dom de línguas não é concedido especificamente aos crentes para edificarem a si próprios, mas como um sinal confirmativo para convencer os incrédulos do Evangelho; por sua vez, a profecia não é dada aos descrentes, mas para os que crêem:

1ª Coríntios 14:22 à De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que crêem.

Isso aconteceu de forma evidente durante o discurso de Pedro, no Pentecostes, quando havia em Jerusalém pessoas de pelo menos 16 origens diferentes, que falavam as línguas de seus respectivos povos (versos 9 a 11 abaixo), as quais puderam ouvir e entender o discurso de Pedro cada qual em sua própria língua (verso 6), motivo pelo qual ficaram grandemente admirados. O dom de línguas é uma linguagem real dada por Deus para quebrar as barreiras dos idiomas, permitindo a comunicação do Evangelho:

Atos 1:-12 à “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;

2  de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.

3  E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.

4  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.

5  Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.

6  Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7  Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando?

8  E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?

9  Somos partos (1), medos (2), elamitas (3) e os naturais da Mesopotâmia (4), Judéia (5), Capadócia (6), Ponto (7) e Ásia (8),

10 da Frígia (9), da Panfília (10), do Egito (11) e das regiões da Líbia (12), nas imediações de Cirene (13), e romanos (14) que aqui residem,

11 tanto judeus como prosélitos, cretenses (15) e arábios (16). Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?

12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer?

O resultado da manifestação do genuíno dom de línguas foi a conversão de quase 3000 pessoas num só dia:

Atos 2:37-41 à “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?

É no batismo em nome de Jesus Cristo que todo crente recebe o dom o Espírito Santo.

38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.

40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.”

 

O apóstolo Paulo defende claramente a necessidade de se pronunciar palavras inteligíveis, e não usar uma linguagem que ninguém compreende, e recomenda:

-   Cada um deve falar por sua vez, sem haver manifestações espontâneas com muitas pessoas falando ao mesmo tempo.

-   Apenas duas ou, no máximo, três pessoas deveriam falar num determinado serviço.

-   Deve haver um intérprete (tradutor) da língua estrangeira, de forma que toda a congregação possa ser edificada pelo que está sendo apresentado, permitindo que todos participem do serviço de adoração.

1ª Coríntios 14:26-27 à “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.

27  No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete.”

28  Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.

 

Os Adventistas crêem que a plenitude do Espírito Santo é concedida aos que obedecem, com amor, à Verdade de Deus:

Atos 5:32 à “Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem.”

João 14:15-16 à “Se me amais, guardareis os Meus mandamentos.

16  E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.”

 

Os Adventistas crêem que a manifestação do dom de línguas não é prova de alguém estar pleno do Espírito Santo.

 

Os Adventistas, sinceramente, crêem no grande amor de Deus por nós.

 

Crêem que Jesus Cristo é o único fundamento de nossa certeza da vida eterna, e que a Palavra de Deus é a única base de sua fé.

 

Crêem que não podemos confiar em nossas emoções, pois elas oscilam conforme a influência das circunstâncias, e Satanás sabe muito bem como manipulá-las para nos enganar. Ele pode imitar milagres genuínos, ou sinais e maravilhas, com o propósito de nos enganar (veja Mateus 24:24 e Apocalipse 16:13-14).

 

Crêem que alguns até vão declarar que Jesus Cristo tem trabalhado poderosamente em suas vidas e por seu intermédio. Alegarão até ter expulsado demônios em Seu Nome, mas Jesus poderá dizer-lhes: “Nunca vos conheci” (Mateus 7:21-23).

 

Crêem que a fé deve estar baseada na Palavra Escrita de Deus, para poder manter-se de pé (Mateus 7:24).

 

Crêem que a nossa única segurança e salvaguarda está em conhecer a Palavra de Deus e em viver através de Sua Verdade (Isaías 8:20).

 

Crêem que é a Verdade que nos mantém livres do erro (João 8:32).

 

Crêem que foi o Espírito Santo quem inspirou os escritores da Bíblia (2ª Pedro 1:21).

Crêem que ser cheio do Espírito Santo significa fazer das palavras de Jesus as nossas próprias palavras (João 6:63).

 

Crêem que o maior dos milagres é a mudança do coração humano, de rebelde contra Deus em filho fiel e obediente (João 3:2-7).

 

Crêem que olhar para milagres espetaculares e, ao mesmo tempo, rejeitar a Verdade, é anti-bíblico (Lucas 16:27-31).

 

Crêem que a nossa única salvaguarda contra o engano está em recebermos a Verdade de Deus como ela se encontra nas Escrituras Sagradas (2ª Tessalonicenses 2:9-12).

 

 

Crêem, também, que uma das conseqüências de alguém estar cheio do Espírito Santo é a fidelidade a Deus e a obediência a Seus mandamentos por amor, como Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos”. João 14:15.

 

Por isso tudo, crêem que falar em línguas não é, necessariamente, uma prova de alguém ter sido batizado com o Espírito Santo:

 

A Bíblia declara que João Batista foi cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe (Lucas 1:15) e não consta que haja falado em línguas.

 

A Bíblia declara que Maria, mão de Jesus, concebeu do Espírito Santo, recebeu o Seu poder (Lucas 1:35), e não consta que haja falado em línguas.

 

A Bíblia declara que Estevão, cheio do Espírito Santo (Atos 7:55), também não consta que haja falado em línguas.

 

A Bíblia declara que, mais do que esses, Jesus Cristo foi cheio do Espírito Santo, mas não refere nenhuma ocasião em que tenha falado em outras línguas.

 

Alguém diria que algum dos acima referidos na verdade não foi batizado com o Espírito Santo porque não falou em outras línguas?

 

Como bem diz o apóstolo Paulo, o dom de línguas, que é um dos menores dons do Espírito Santo, é um sinal para os incrédulos, e não para os crentes, como alguns crêem, e querem fazer crer.

 

6.       A validade do Antigo Testamento:

Alguns cristãos crêem que a morte de Jesus os ensinos e as leis do Antigo Testamento perderam sua validade, pois, segundo pensam, Jesus cumpriu a Lei e assim ela deixou de vigorar.

 

Os adventistas crêem sinceramente na validade de todo o conjunto das escrituras, com 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo, compreendendo um conjunto de 66 livros, todos igualmente inspirados por Deus, que através de Seu Santo Espírito comunicou a Sua vontade a homens que Ele escolheu.

 

Considerando que:

1)         A Lei de Deus está contida no Antigo Testamento (Êxodo 20:3-17);

2)         A Lei de Deus não foi escrita por Moisés, mas foi escrita pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (Êxodo 24:12, 31:18, 34:1, Deuteronômio 4:13, 5:22, 9:9-10);

3)         A Lei de Deus foi pronunciada ao povo pela boca do próprio Deus (Êxodo 20:1);

4)         O salário do pecado é a morte (Romanos 6:23);

5)         O pecado é a transgressão da Lei (1ª João 3:4);

6)         A Lei não justifica a ninguém, mas é pela Lei que vem o pleno conhecimento do pecado (Romanos 3:20);

7)         A Lei nos mostra que somos pecadores diante de Deus, e que dependemos do Salvador (Cristo Jesus) que Ele nos oferece para sermos justificados por fé (Gálatas 3:24), e, finalmente, que

8)         O pecado não é lavado em conta quando não há Lei (Romanos 5:13),

 

Se o Antigo Testamento não vale mais, então a Lei (os Dez Mandamentos) também não pode mais estar em vigor. Sendo assim,

1)       Não havendo Lei, também não há mais pecado;

2)       Não havendo pecado, ninguém tem do que se arrepender;

3)       Não havendo ninguém culpado, também não há ninguém que precise de Salvador.

 

Graças a Deus que não é assim. O apóstolo Paulo afirmou que toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça...” (2ª Timóteo 3:16). Como pode ser útil se não está em vigor?

Se alguém tira a Lei das Escrituras, também tira Aquele que nos é necessário por causa da existência da Lei:

ü      a Lei acusa,

ü      a Lei mostra o pecado,

ü      e o pecado só nos dá uma entre duas alternativas:

-   ou sofremos a morte eterna (que é a sua conseqüência natural),

-   ou escapamos dela aceitando a morte substituta de Jesus em nosso lugar.

 

Resumindo, a Lei nos mostra quanto Jesus nos é necessário, pois sem Ele estamos perdidos em nossos pecados. Falando com sinceridade, nenhum cristão sincero crê, na verdade, que a Lei tenha sido, de fato, abolida; todos concordamos, de fato, que o pecado ainda existe; todos concordamos que é pecado ter outros deuses, que é pecado adorar e cultuar imagens, que é pecado tomar o nome de Deus em vão, pecado desamparar os pais, pecado matar, adulterar, furtar, prestar falso testemunho e também é pecado cobiçar o que pertence ao próximo.

O problema, para muitos, está na questão do dia de guarda. Enquanto Deus afirma claramente que o dia que Ele separou e santificou é o sétimo dia, há que tente homenageá-lO com a desobediência, seguindo uma ordenança humana, inspirada pela antiga serpente, como se vê em Daniel 7:25.

 

Não é possível aceitar uma parte da Lei e rejeitar outra; não temos liberdade para isso. Como vemos em Tiago 2:10-11, “Pois, qualquer que guarda toda a Lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquEle que disse: Não adulterarás, também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém, matas, vens a ser transgressor da Lei.

 

Na verdade, se trata simplesmente de uma questão de fidelidade: mostramos a quem servimos através do pensamos e do que fazemos. Como bem diz o apóstolo Paulo, em Romanos 6:16: “Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?”

 

Conclusão

      Adventistas e Pentecostais temos muitos pontos de contato, muitas crenças comuns solidamente fundamentadas na Palavra de Deus, mas também temos algumas divergências importantes, as quais impedem que todos nós, a um mesmo tempo, tenhamos a mesma Verdade por inteiro.

 

      Se quisermos estar juntos no mesmo grupo que Jesus virá muito em breve resgatar deste mundo perdido no pecado e destinado à destruição, então precisamos estar todos de acordo com nosso Salvador, de acordo com os Seus ensinamentos, de acordo com a Sua Palavra toda, de Gênesis ao Apocalipse.

 

      Que Deus nos dê sabedoria a todos para que possamos entender e aceitar a Sua santa vontade para nós, pois o Seu desejo é que aceitemos a salvação que só Ele tem.

 

      Que Deus nos dê, a cada um de nós, a humildade necessária para reconhecer que a Verdade só pode ser encontrada na Palavra de Deus, como Jesus afirmou: “A Tua palavra é a Verdade”. (João 17:17), e é essa Palavra que nos santifica, que nos separa dos costumes e vícios do mundo para o nosso Deus.

            

      Aceite a Sua Palavra. Toda. Sem preconceitos.